Incrível como parece que foi ontem que estava em Morro do Chapéu com meus amigos.. E já se foi mais um ano. A virada por aqui foi tranquila, trabalhando, pra variar. Assim como o natal. Não sei se vocês já ouviram falar, mas é superstição dar um beijo em alguém no primeiro momento do ano, mesmo que esse alguém seja um desconhecido. Bom, como vocês sabem, eu trabalho no bar de uma boate gay a noite, então tratei de me entocar bem do outro lado do balcão e.. entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Não passei nenhum sufoco! Haha Eu não faço ideia de quantos "Eta porra!" ou "Tudo viado!" eu falo durante uma noite de trabalho.. Um dia conto e digo pra vocês. Mas é um monte.
É incrível como nosso instinto de sobrevivência está ligado o tempo inteiro. Você só vai ficar doente quando você puder estar doente, acredite. É como se meu organismo soubesse que não da pra ficar gripado ou indisposto agora e a mente não tem tempo pra ficar triste ou reclamar, pelo contrário, cada dia que passa me sinto mais perto dos meus objetivos. Já estou caminhando pro segundo mês na Austrália e os indicadores são animadores.
Conheci muita gente boa, recebi muita ajuda. A mais irônica de todas as conclusões é de que o único lugar que eu realmente falo português é na minha escola de inglês! Porque é o único lugar no qual encontro brasileiros, fora Eddie e Jorge, que são meus amigos ex anti. Mal cheguei e já furei a bolha da escola de inglês, limite esse que uma galera volta par casa sem transpor. Meus amigos são gringos, assim como meus colegas de trabalho e de casa. Não há como não voltar com inglês polido.
Eu sempre acreditei que podemos ser o que quisermos. Apesar de não controlamos o que sentimos, podemos aprender o que fazer com o que sentimos e assim tentar ser alguém melhor. Não só para si, mas para os outros também. Henrique (tetê) é testemunha de que sempre me empolgava quando ele me chamava pra visitar o orfanato, e era tão perto da minha casa, mas sempre ocupado com bandas, faculdade, trabalho, academia, surf, etc.. nunca me fiz minha parte.
Pois, nesse novo capítulo da minha vida eu estava resolvido a dispender energia pros outros, não só pra fazer dinheiro ou me divertir e semana passada, voltando do trabalho, conheci uma senhora na estação de trem. O nome dela é Irene. Irene Gennini. Ela estava a caminho do seu trabalho voluntário. Ela passa oito horas da semana num sistema de call center que atende pessoas que precisam de ajuda, em depressão, etc. Eu sempre imaginei que nesse tipo de coisa, a gente recebe muito mais do que doa, mas agora eu tenho certeza. Me alistei e estou esperando ser chamado. Em breve colocarei novidades por aqui.
Por enquanto é isso! Espero que vocês estejam bem. Nunca percam a oportunidade ser feliz. Sério.
Amo vocês,
Deco.
moiiiiito bem.
ResponderExcluirDei duzentas risadas nos primeiros parágrafos.
eu sempre fiz trabalho voluntário.. e bote fé que vale muito.
bjunda viado.. feliz ano novo