quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cumm on, Austrália!

Ok! Vamos começar os primeiros passos em terras aussies.. Hoje fazem quinze dias que estou em Perth e muita coisa já aconteceu, então vou fazer um resumão do que houve nesses dias.

Polo Sul..
A viagem começou no início de uma segunda-feira, mais especificamente às 5h53. Chegando em Buenos Aires, comecei a fazer todo o procedimento para embarcar para a próxima parada, Sidney. Acontece que havia um vulcão em erupção no Chile e isso mudou todo o curso da viagem.  Ao invés de seguir pelo pacifico até chegar à Oceania, o avião fez o famoso vôo down under, cruzando o polo sul. O resultado é o visual aí do lado. Nunca imaginei que poderia ter a experiência de ver o polo sul, mesmo por uma janelinha.

Vista do hotel em Bondi Beach
Vim conversando boa parte da viagem com um australiano de Camberra muito boa praça. Eles merecem um post a parte, então, depois falo dos australianos. Acontece que cheguei em Sidney atrasado e perdi a conexão pra Perth. Então ganhei o primeiro grande presente nas terras aussies: Uma noite no Swiss Grand Resort em Bondi Beach. É como se ficasse num super hotel em frente ao farol da barra.

Depois de quase trinta hora de espera, eu estava com a bateria nas últimas, mas ainda assim deu pra dar uma passeada e perceber como Sidney é fantástica. Muito melhor do que as minhas, já altas, expectativas.  Cidade cheia de gente, animada, enfim.. É como uma São Paulo que funciona, apesar de ter alguns problemas de cidade grande.

Depois de uma volta, voltei pro hotel e.. apaguei. Mas foi tão sério, que perdi o horário do vôo. Conheci um taxista australiano muito gente boa. Nessa altura, eu já tinha conhecido e conversado com gente de tudo que é canto do mundo. Pra variar, fui extremamente bem atendido pela Qantas, que me alocou no próximo vôo sem muita burocracia. As coisas por aqui funcionam sempre da  forma mais prática.

Perth
A quinze dias eu conheci Perth. É uma cidade charmosa.. Uma cidade pequena, mas com todo potencial de cidade grande. É a cidade que mais cresce na Austrália, extremamente cosmopolita, como todo o país, mas muito menor.. então tem ainda uma áurea de cidade de interior. Pessoas curtindo os parques, nas ruas.. não existem grandes shoppings, as ruas são cheias de lojas, pessoas de todo o tipo.. 

Família australiana: Jorge, Carluxa,
 Claudinha e Eddie
Eu estou morando com dois amigos, chamados Eddie e Jorge. Eles são como meus padrinhos aqui, me deram milhares de dicas, me mostrou a cidade, comidas, os principais bairros, etc. Estarei aqui somente no primeiro mês, só o tempo de pegar o ritmo, conhecer as coisas e já estar com algum trabalho. Isso fez toda a diferença pra mim, acreditem.

A escola é pequena e por isso tem um clima muito caseiro, quase uma família. O povo aqui é muito bem humorado, muito educado e as coisas funcionam quase que sozinhas, sem que ninguém fiscalize. No mercado, você tem a opção de passar suas compras, sozinho. Simplesmente, passa numa maquina, coloca num saco, paga e vai embora. E isso acontece em vários outros locais, como estacionamento, enfim.. É muito estranho para alguém que vem de um lugar onde muito pouco ou quase nada funciona e existem milhares de pessoas fiscalizando.

Acredito que se existisse uma Bahia no primeiro mundo, seria como aqui.. Galera boa praça demais.. até já peguei carona na rua. Ok, vocês jamais entenderiam. Mas não julguem, por que aqui o que ocupa as páginas policiais são as coisas mais ridículas que se possa imaginar.

Existem locais que eles colocam placas pra avisar que já houve assalto lá, pedindo então pra não deixar carros abertos e não carregar coisas de valores. Ah! Eles podem rir no documento de identidade. Isso resume um pouco o espírito Ozzy. Eu acredito que para realmente imergir em uma outra cultura é preciso esquecer um pouco as outras, sem ficar traçando paralelos o tempo inteiro, comparando.. Apesar de ter feito isso algumas vezes nesse post, não costumo fazer no dia a dia. Pois então, a partir de agora vou evitar isso aqui, de repente vocês se molham também!

Fui!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Memória póstumas de Bras Cubas..

29.10.2011

Tia Teté, meu pai, tia Maria Helena e tio Ton
Era sábado, quinze de outubro! Estava tudo certo para ser a primeira de algumas despedidas, mas essa era a familiar, somente com os sanguíneos e alguns poucos tão próximos quanto. Não teria como continuar aqui, sem explicar um pouco de onde eu vim. Minha família não é daquelas que se reúnem todos os domingos, mas está sempre todo mundo sabendo um do outro... E tem tanta história doida e tanta gente singular, que daria pra escrever um livro só com seus episódios. Vieram tios e primas do Rio, minha irmã e tia de Maceió, estavam todos lá. Era realmente atípico. Não tinha como não dar pé.

Minha mãe e minha irmã
A festa em si foi mágica, minha tia Maria Helena, quem fez tudo acontecer, estava ávida por deixar tudo nos trinques e não esquecia nenhum detalhe, nem os fotográficos, afinal de contas eu deveria levar pra mostrar para as pessoas na Austrália a minha cultura e minha família e mais toda uma ordem outras recomendações. Foram mil fotos, de todos os tipos e poses, só os primos, primos com tios, só os pais, só com os pais, só com os tios...



Tio Isídio e tia Maria Helena
Acontece que o álcool foi entrando, toda aquela áurea de despedida começou a tomar cor e... Me mataram. Mas eu estava lá! Meus pais não se falavam há pelo menos seis anos e estavam trocando elogios num debate mediado pelo meu tio Isídio. Ok, quem não o conhece não tem a menor condição de entender como essa cena é escatológica. Ele mediava o debate com seu relógio, de forma que as pessoas tinham tempos devidamente cronometrados, com direito a réplicas e tréplicas. Ah! Além dos meus pais, havia também à mesa Ana, a minha ex madrasta. Sim, meu pai e suas duas ex num debate acalorado mediado, pelo meu tio Isídio.

Aula de dança..
Seções de choro começaram a aparecer. Igueta, o bruxo, já chorava junto da minha mãe e da minha irmã. Meu pai hora cantava, hora chorava, hora sambava... E as todos eles discutiam como eu fui um bom rapaz... Como o mundo da voltas e como o tempo passa voando. Mas eu estava ali, como se já não estivesse, assistindo. Brás Cubas morreu em agosto de 1969 mas continuou a narrar sua história, eu, acabei por ser morto na minha despedida, mas continuarei contando pouco das aventuras nas terras dos cangurus.

Keep Left! (Mantenha-se a esquerda!)

Boa!


Esse blog é uma conexão direta com todos que querem saber as novidades da nova vida em terras australianas. Não tive como escrever antes porque as primeiras semanas são como um atropelamento, é tudo extremamente novo e existem mil coisas que precisam ser feitas, como Proof of age (identidade local para não percisar ficar andando com o passaporte), conta no banco, Taxi File Number (para poder trabalhar) e milhares de outras coisas.

Estou num lugar em que tudo é praticamente ao avesso ao que estive acostumado, inclusive o transito! Sim, por ter sido colonizado pela Inglaterra, o transito aqui na Austrália é invertido! Tudo aqui é "mão inglesa"! Portanto, mantenha a esquerda! Já que a direita é o caminho de quem vem.

O primeiro texto não poderia deixar de ser um que escrevi um mês atrás, retratando o último passo no Brasil, a despedida da família. Se puder, deixa um recado lá embaixo pra eu saber quem está acompanhando e assim, saber melhor o que escrever.

Já fui!